Qual é o estilo ensinado na Associação Karate-Do Tanaka

Qual é o estilo ensinado na Associação Karate-Do Tanaka

A Associação Karate-Do Tanaka tem uma longa história, com influências sólidas que são raízes de sua identidade atual. Ensina um estilo/método próprio, batizado simplesmente como Karate-Do Tanaka, construído ao longo de mais de 60 anos a partir da fusão entre três linhagens: o Gōjū-Ryū okinawano, o Kyokushin de combate pleno e o Seidō Juku de orientação humanista.

Como organização autônoma, a Associação Karate-Do Tanaka é independente, atualmente sem filiação a nenhuma federação ou confederação, apesar de ter feito parte da história de entidades como a Federação Paulista de Karate (FPK) e da Federação Brasileira de Karate Interestilos (FBKI).

Em seu treino regular, o método do Karate-Do Tanaka é organizado em torno de três pilares clássicos do Karate-dō, o Kihon, o Kata e o Kumite, guiados pela filosofia do “Karate para a vida” e da “educação por meio do movimento”.

Essa resposta direta cobre o essencial. Os próximos tópicos detalham de onde vem cada uma dessas influências, como o método se estrutura na prática e por que a pedagogia individualizada do fundador, mestre Tsunioshi Tanaka, segue moldando o treino até hoje.

As raízes técnicas do método Karate-Do Tanaka

O Karate-Do Tanaka nasceu de contatos diretos entre o fundador Tsunioshi Tanaka e mestres de três correntes diferentes do Karate. A tabela resume o período de cada filiação, a figura de referência e o que ficou incorporado ao método atual.

PeríodoLinhagemMestre de referênciaO que foi incorporado
1962 a 1965Gōjū-Ryū, via Associação Brasileira de Karate (ABK)Seiichi “Shikan” AkaminePosturas okinawanas, respiração ibuki, fundamentos de defesa pessoal próxima, Métodos do Naha-Te
1965 a 1974KyokushinMasutatsu OyamaCondicionamento físico, combate de contato pleno (não aplicado atualmente), resistência corporal, métodos da linhagem Shuri-Te
1974 a 1994Primeira fase independenteTsunioshi TanakaKarate Científico Brasileiro, base biomecânica aplicada ao treino
1994 a 2014Seidō Juku, via World Seido Karate OrganizationTadashi NakamuraMetodologia inclusiva, também derivada do Kyokushin, acessível a diferentes perfis e idades
2014 até hojeSistema próprio e independenteTsunioshi Tanaka, Juan Gallardo e o Conselho Administrativo da associaçãoUnificação de Kihon, Kata com Bunkai e Kumite progressivo sob o nome Karate-Do Tanaka

Gōjū-Ryū: a base okinawana herdada de Shikan Akamine

O primeiro contato de Tsunioshi Tanaka com o Karate aconteceu em 1962, por meio do mestre Juichi Sagara, introdutor do Shotokan em São Paulo. Segundo o próprio Tanaka, o encontro aconteceu por acaso: ele tinha uma pequena relojoaria na Vila Prudente, na mesma Rua Capitão Pacheco e Chaves onde a associação está sediada até hoje, e Sagara passou a frequentar o local para vender artigos japoneses. Convidado a treinar, Tanaka hesitou a princípio, preocupado em machucar os dedos que usava para consertar relógios, mas aceitou o convite e, pouco depois, ajudou a reunir os primeiros interessados em formar uma associação de Karate na região.

Mestre Tanaka não seguiu sob tutela de Sagara, mas interessado no Karate procurou outro professor. A estruturação técnica real veio do mestre okinawano Seiichi “Shikan” Akamine (1920 a 1995), fundador da Associação Brasileira de Karate (ABK) e um dos primeiros divulgadores do Gōjū-Ryū no país. 

A autoridade técnica de Shikan Akamine vinha de uma linhagem direta: aprendeu Gōjū-Ryū com Seiko Higa (um dos três discípulos principais do próprio Kanryo Higaonna) e de seu aluno Kanki Izumikawa. Teve também contato com técnicas de outros estilos como Uechi-Ryū e KishimotoDī, o que tornava seu currículo mais eclético que o de outros professores de Gōjū-Ryū, que era a espinha dorsal de seu Karate.

O Gōjū-Ryū, criado no início do século 20 por Chojun Miyagi a partir do Naha-Te, combina técnicas duras (go) e suaves (ju), com ênfase em respiração controlada e economia de movimento. Sob a supervisão de Akamine e do professor Sadao Saito (aluno de Akamine), Tanaka encabeçou a fundação da Associação Paulista de Karate (futura Associação Karate-Do Tanaka) em 1963.

Esse tipo de rota, um mestre okinawano radicado no exterior formando a primeira geração de praticantes locais, se repetiu em vários países depois da Segunda Guerra Mundial. O governo de Okinawa documenta esse movimento em material oficial sobre a difusão internacional do Karate okinawano, que hoje é candidato a Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO, justamente pela quantidade de escolas fora do Japão, inclusive na América do Sul, que preservam elementos técnicos dessa origem.

Durante seu tempo vinculado à ABK, Tanaka foi promovido a faixa-preta shodan (primeiro grau) e posteriormente nidan (segundo grau) por Akamine. Em 1965, houve uma cisão na ABK e Shikan Akamine saiu da organização, com a Associação Paulista de Karate fazendo o mesmo em solidariedade. 

Akamine seguiria depois carreira própria, fundando em 1968 o Ken-Shin-Kan, que deu origem a organizações presentes em vários países da América do Sul. De qualquer forma, a semente do Karate e os ensinamentos de Akamine já estavam plantados no jovem Tsunioshi Tanaka, que manteve sua obstinação de desenvolver e expandir sua prática.

Kyokushin: a fase de combate pleno com Masutatsu Oyama

Em 1965, após a desfiliação da ABK e motivado pela leitura do livro This is Karate, Tanaka procurou Masutatsu “Mas” Oyama, criador do Kyokushin, interessado em treinar seu Karate. Com isso, Tsunioshi Tanaka recebeu dele a nomeação como representante oficial do Kyokushin na América do Sul, tornando-se o incontestável introdutor e primeiro fomentador desse estilo no continente.

Mas Oyama fundou o Kyokushin por meio de uma formação dupla. No fim dos anos 1930, tornou-se aluno de Gigō Funakoshi, filho do fundador do Shotokan, Gichin Funakoshi, e treinou por dois anos diretamente sob o próprio Gichin Funakoshi. Depois da guerra, dedicou-se ao Gōjū-Ryū por vários anos sob Nei-Chu So e Gōgen Yamaguchi, um dos maiores nomes do Gōjū-Ryū no Japão continental. O Kyokushin nasceu, portanto, da fusão entre essas duas bases técnicas, com ênfase no contato pleno e num treinamento físico extremo, incluindo os períodos de isolamento nas montanhas que Oyama usava para testar os próprios limites.

A parceria entre Tanaka e Oyama trouxe o condicionamento físico intenso e o combate característicos do Kyokushin para a Associação Paulista de Karate. Para apoiar o desenvolvimento e adaptações ao estilo foram promovidas visitas de instrutores japoneses ao Brasil, como Shoitiro Ogura em 1968 e Seiji Isobe em 1972, além de visitas do próprio Mas Oyama, lembrada por alunos da época pela combinação de exigência técnica e gentileza pessoal. O próprio Tanaka também chegou a viajar para o Japão em 1970, onde estagiou e treinou por quase três meses.

A vinda de Isobe, porém, não foi tranquila: a diretoria da Associação havia pedido a vinda de outro instrutor, Yoshiji Soeno, o que não foi atendido. O instrutor enviado no lugar criou uma série de divergências e situações administrativas que levaram a um conflito da Associação Paulista de Karate com a matriz do Kyokushin no Japão. Essas situações levaram a diretoria brasileira, liderada por Tanaka, a optar por um respeitoso rompimento em 1974.

Primeira fase independente e o método pedagógico de Tsunioshi Tanaka

Ainda em 1974, desvinculada do Kyokushin, mas com a base técnica que desenvolveu ao longo de 9 anos de representação do estilo, além dos ensinamentos já obtidos anteriormente com Shikan Akamine, a Associação Paulista de Karate optou por permanecer como uma escola de Karate independente, adotando o novo nome de Associação Karate-Do Tanaka.

Esse período de independência perdurou por 20 anos e consolidou um dos traços que mais diferencia o Karate-Do Tanaka de outras escolas da mesma linhagem: a abordagem individualizada criada pelo próprio fundador.

Formado em Educação Física pela Faculdade de São Caetano do Sul e com cursos complementares em Ciência do Esporte pela USP, Tanaka aplicava conceitos de biomecânica e cinesiologia ao treino já nas décadas de 1970 e 1980, período em que esse tipo de análise ainda era pouco comum no Karate brasileiro. Seu prestígio na Faculdade de São Caetano do Sul foi tal que o Karate passou a constar como disciplina extracurricular oficial da faculdade.

Essa formação técnica se traduzia em adaptações concretas. Nessa época, Tanaka fundou o Instituto Científico Brasileiro de Karate-Do Tanaka para pesquisar, com os alunos, processos de treino adaptáveis ao biotipo de cada praticante, incluindo pessoas com Mal de Parkinson e outras limitações físicas.

O princípio por trás dessas adaptações é simples. As classes são organizadas conforme o perfil de cada praticante, avaliando limitações físicas antes de montar o plano de treino, o que permite que crianças a partir dos cinco anos, adultos e idosos treinem lado a lado com segurança.

Com esse preceito e visão vanguardista, a Associação Karate-Do Tanaka passou por um período altamente próspero, com dojos e filiais espalhadas pelo Brasil e milhares de alunos matriculados. Foi também durante essa fase que Tsunioshi Tanaka foi convidado a ensinar seu Karate no Chile, estabelecendo um vínculo que tornou o Karate-Do Tanaka uma organização internacional, com uma representação oficial da escola presente no país e liderada atualmente pelo Hanshi Juan Gallardo Pardo.

Seidō Juku: a integração humanista de Tadashi Nakamura

Entre 1994 e 2014, a associação representou a World Seido Karate Organization, fundada por Tadashi Nakamura, colega de Tanaka desde a viagem ao Japão em 1970. O próprio Nakamura seguiu uma trajetória quase idêntica à de Tanaka antes de fundar seu estilo: começou no Gōjū-Ryū ainda aos 11 anos, em 1953, sob Kei Miyagi, filho do próprio Chojun Miyagi, fundador do estilo, migrou para o Karate de Masutatsu Oyama em 1956 e só depois desenvolveu seu próprio sistema, radicado em Nova York desde 1966.

Essa coincidência das trajetórias de Tanaka e Nakamura ajuda a explicar por que os dois mestres se aproximaram com tanta naturalidade quase três décadas depois, e revela algo maior: por caminhos organizacionais distintos, a base de Akamine, o lado Gōjū-Ryū da formação do próprio Oyama e a formação inicial de Nakamura remontam à mesma linhagem okinawana de Chojun Miyagi, o que ajuda a explicar por que as três influências se encaixaram com tanta coerência técnica dentro do método Karate-Do Tanaka.

Em uma entrevista à revista Kiai, Nakamura explicou que o nome Seidō Juku nasceu de uma experiência concreta: ao ser procurado pela embaixada japonesa em Nova York para dar aulas particulares a um aluno com limitações de movimento nos braços e nas pernas, percebeu que o método de contato pleno do Kyokushin não servia para todos os perfis de praticante. Isso o levou a criar um programa específico para cada tipo de limitação física, incluindo cegos e surdos, batizado com uma palavra japonesa que reúne os conceitos de sinceridade, amor e trabalho (sei e do, o caminho) aplicados em um espaço de boa formação (juku).

Essa mesma preocupação com a adaptação do ensino era exatamente o que já vinha sendo cultivado por Tanaka e era uma cultura que ele desenvolvia mesmo na época de representante do Kyokushin. Por conta dessa sinergia, foi estabelecida a representação do Seidō na América do Sul, liderada por Tsunioshi Tanaka, reforçando o foco em desenvolvimento humano, antes de a associação retomar a independência total em 2014.

Um método próprio com raízes no Karate japonês e no Karate de Okinawa

O Karate-Do Tanaka não é sinônimo de Seidō, de Gōjū-Ryū puro ou de Kyokushin, mas também não nasceu do nada. É o nome que a própria associação deu ao sistema que resultou da sua trajetória, construído sobre bases técnicas trazidas diretamente de Okinawa e do Japão continental, depois de passar por três filiações distintas e optar pela autonomia total. Hoje, são mais de seis décadas de ensino e prática contínua no Brasil.

Na prática, isso significa que um aluno da associação treina uma combinação de mecânica postural e respiratória herdada do Gōjū-Ryū, resistência física vinda do Kyokushin, e uma abordagem inclusiva fortalecida com o Seidō Juku. Nenhuma dessas três linhagens foi descartada quando a escola seguiu para a fase seguinte. Cada uma deixou uma camada técnica que se somou às anteriores, o que torna o método atual mais amplo do que qualquer uma das escolas de origem tomada isoladamente.

Essa mistura de linhagens não é uma particularidade isolada da Associação Karate-Do Tanaka. Um estudo publicado pela Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, da Universidade de São Paulo, aponta que a história do Karate contada no Brasil costuma simplificar demais as trocas entre estilos, tratando cada escola como um bloco fechado quando, na prática, a maioria delas nasceu de encontros como os que formaram o método Tanaka.

Essa visão, aliás, era defendida pelo próprio mestre Tsunioshi Tanaka. Para ele, o Karate era uno: cada praticante desenvolve naturalmente um jeito próprio de se mover, conforme o biotipo e as preferências pessoais, o que torna o “estilo” de cada karateka, em certo sentido, individual. O que realmente diferencia uma escola da outra, segundo essa visão, não é o estilo em si, mas o método de ensino aplicado por ela. É por isso que a associação fala em método Karate-Do Tanaka: a marca distintiva da escola está na forma como o conteúdo técnico é transmitido e adaptado a cada aluno, não em uma suposta exclusividade sobre o Karate.

Kihon, Kata e Kumite: a estrutura técnica do treino

Independentemente da fase histórica, o treino da associação sempre girou em torno do tripé tradicional do Karate-Dō. Cada dimensão tem um foco biomecânico próprio e um objetivo prático definido, como mostra a tabela a seguir.

Dimensão técnicaFoco biomecânicoObjetivo prático
Kihon (fundamentos)Repetição de bases, defesas, socos e golpes lineares e circularesEstabilização do centro de gravidade e geração de força pela rotação de quadril
Kata (formas)Execução individual ou coletiva de sequências de ataque e defesaCondicionamento cardiovascular, memória motora e análise funcional (Bunkai)
Kumite (combate)Combinações guiadas (Yakusoku) até o combate livre (Jiyū Kumite)Controle de distância, tempo de reação e gestão do estresse

No Kihon, a instrução prioriza o alinhamento postural e a economia de movimento. Os Katas funcionam como repositório de estratégias de combate: sua prática frequente desenvolve equilíbrio, respiração e memória motora, enquanto o Bunkai, a análise detalhada de cada forma, revela esquivas, projeções e golpes que não ficam óbvios à primeira vista. Já o Kumite segue uma progressão gradual e um senso de colaboração e estudo entre os praticantes. As turmas iniciam pelo Yakusoku Kumite, com ataques e defesas previamente combinados, e só avançam para o Jiyū Kumite espontâneo quando o aluno consolidou o repertório básico e o controle emocional necessário.

A filosofia do “Karate para a vida”

Diferente de escolas da linhagem Kyokushin que mantêm o full contact como centro da prática, o Karate-Do Tanaka concentra a formação em katas, kihon e exercícios em dupla, com o combate feito sob controle. Essa escolha reflete o preceito do “Karate para a vida”: a convicção de que o objetivo da prática marcial é o aperfeiçoamento do caráter e bem-estar físico, não a demonstração de força sobre o companheiro de treino.

O mestre Tsunioshi Tanaka também acreditava no princípio da educação por meio do movimento: uma vez que a prática leva à habilidade, o Karate deve ser aprendido por meio do treinos, de observar os exemplos e da assimilação correta das técnicas por meio da repetição consciente. O primeiro benefício de alguém que começa no Karate é o movimento e por meio dele, com a supervisão, correção e modelo dos instrutores, a técnica é naturalmente desenvolvida.

Como professor de Educação Física, Tsunioshi Tanaka enfatizava o Karate como um veículo para saúde e longevidade, sendo uma atividade física completa, dinâmica e que pode ser praticada em qualquer local. Essa visão torna o Karate um fator de mudança e equilíbrio pessoal, pois propicia viver de uma forma mais plena e produtiva.

Mestre Tsunioshi Tanaka também valorizava o aspecto moral do Karate. Os praticantes da Associação Karate-Do Tanaka devem buscar sempre um ideal de comportamento sincero, leal e respeitoso. Mestre Tanaka valorizava a “sinceridade no coração (kokoro)”: uma honestidade de propósito tanto em suas ações quanto no trato com as pessoas ao seu redor. Esse tipo de postura contribui de forma positiva para a sociedade, pois é aplicado na vida diária de acordo com o que se espera de um cidadão com princípios.

Quem preserva o método hoje

Tsunioshi Tanaka faleceu em 18 de janeiro de 2017, aos 82 anos, por complicações de uma infecção. Desde então, a continuidade do método está a cargo de um Conselho Administrativo formado por faixas-pretas formados pela própria escola: Augusto Sanches, Bruno Chagas, Felipe Alexandrino e Fabio de Freitas. A sede permanece na Rua Capitão Pacheco e Chaves, 1.063, na Vila Prudente, em São Paulo, mesmo endereço onde a escola foi fundada na década de 1960.

Ao longo de sua história, a Associação Karate-Do Tanaka já teve filiais em bairros como Sacomã, Pinheiros, São Mateus, Penha, Ipiranga e Vila Diva, além das cidades de Campinas, Porto Alegre, Manaus e Eunápolis. Mais de 11.700 alunos passaram pela escola, e a projeção internacional do método segue ativa por meio do Hanshi Juan Gallardo Pardo (8º Dan), representante oficial da escola no Chile e por meio de Augusto Sanches, radicado nos Estados Unidos.


Perguntas frequentes sobre o estilo Karate-Do Tanaka

Não. Desde 2014, a Associação Karate-Do Tanaka é uma escola independente, sem vínculo com federações esportivas nacionais ou internacionais. Essa autonomia é resultado de uma escolha deliberada da diretoria, feita após o fim da representação do Seidō Juku no Brasil, para manter o controle total sobre o conteúdo técnico e pedagógico ensinado nos dojos.

Não. O Kyokushin foi uma das três influências que formaram o método, entre 1965 e 1974, e deixou marcas visíveis no condicionamento físico e currículo. Mas o Karate-Do Tanaka não adota o full contact em sua prática, prioriza katas, kihon e kumite controlado, e incorpora elementos do Gōjū-Ryū e do Seidō Juku que o Kyokushin isolado não tem.

Sim. A metodologia individualizada criada por Tsunioshi Tanaka nasceu justamente para adaptar o treino a diferentes perfis, avaliando limitações físicas antes de definir os exercícios de cada aluno. Por isso a escola recebe turmas de crianças a partir de cinco anos, adultos e idosos, com progressão de intensidade ajustada a cada caso. Detalhes sobre turmas, horários e etiqueta do dojo estão na página de matrícula da associação.

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